Muita treta!

 

Isso que tenho a falar dos meus pensamentos, a mochila e o sapato velho loucos pela estrada, conhecer os rios e as curvas dessa l.o.k.a  estrada que é a vida, pra ver os céus sem as amarras da normalidade, se tivesse tempo e grana principalmente ia ver todas as voltas que esse mundo dá, já não penso em ser nada, o barato é existir mesmo, a vitrine pra mim só serve pra empoeirar, grandes empreitadas não suportam grades, livre pra cortar o vento e saber que a estrada é sempre o começo da história, da treta...

Na falta que me fez um dia
Aprendi a cruzar os dias e as madrugadas solitárias
Remoendo minhas culpas, juntando minha inércia
Quando rompi a barreira o sabor ainda não estava choco
Vi o tempo perdido, mais estava preocupado em ganhar o
tempo que está por vir
O leite derramando não se chora, no máximo limpamos a
coalho
Descobrir o que o importante é o que somos,
Infantil é querer ser, porém, existem os iguais a nós
que vivem na estrada
Os que desistem num determinado pedaço do trecho
Aqueles que acordam depois de invernar
Que reconhecem a satisfação maior é que a que existe
Da maneira que for, do jeito que vier
Como esse mundo que passa diante da nossa retina
Que brota no olhar da vida que é sempre nova
Marejar é viver

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