
“O amor possessivo amor da posse que não tenho
direito”
Eu estava assim perdido da na cidade, avistei a saída
e não compreendi, me perdi nos meus labirintos
sentimentais, melancolicamente só depois da euforia,
quis voltar mas a porta do barraco estava arrombada, o
aperto no peito sufoca.
“Amor inseguro amor da hora que fujo ao flerte”
Inquieto não consigo fixar meu olhar, medo de agredir
ou ser agredido, o fundo poço é sempre a fossa, as
palavras vagam junto com meu olhar, dispersos juntos
com meus sentimentos, os vultos me assombram e as
estrelas iluminam minhas lembranças que recordam a
força que tínhamos, hoje fica o vazio.
“Amor intransitivo amor que não senti falta”
A imperfeição pelo tempo que passou, nos versos fica a
dor da falta, a primavera que não floresce esperando
pela volta do seu rosto, a cicatriz que ainda arde a
ferida da paixão, o desejo padece da ausência e
imaginar que tudo isso por um triz, o céu que foi
desfeito pelos que lábios não sentem, e que nunca é
tarde pra encontrar alguém que faz falta, tornado o
amanhã feliz, a lagrima doce de quem realmente é
amado.
“Amor vivo amor que renasce pela vida”
Que persegue na clareza e na escuridão do dia, os
lábios que transformam o mundo e curam a ferida, que
adormecem a dor, o coração nômade e rebelde desconhece
limites, explode pra conquistar e as vezes perder o
que tanto quer, vendo o fôlego o amor sublime
escorregar pelos dedos, esperando a dádiva do perdão
dos que realmente amam, pela madrugadas de insônia e
lembrança, de quem nunca desapareceu e um coração em
tumulto que não aceita que tudo isso vire simplesmente
cinza, que o amor se tornou naufrago, sempre carrego a
esperança do nossos olhares e lábios se encontrarem...
Pra nunca acabar esse amor.