A fabrica só formula desculpas, o espetáculo só alenta
a consciência de quem vai se perdendo, temos valores
de juízo pra tudo nesse novo mundo, a informação nos
dá a falsa sensação de estarmos cientes do que se
passa em nosso tempo, as tragédias virão em apoteoses
e mais um ano se passou, um evento pra anestesiar a
nossa mente, a maravilha horrível que mantemos a todo
custo, a beleza escultural fará com que nos iludamos
que somos perfeitos assim, a cultura do terrível e
cruel só na ressaca, tudo vai funcionar as mil
maravilhas e o vapor barato um dia virará o cadáver,
sempre discutiremos causas e efeitos, cada um do seu
lado da vidraça, precisamos reavivar a consciência
política panfletária, contribuirmos pra uma sociedade
melhor, entregando o panfleto de mão em mão, porque
virtualmente virá uma coisa diluída, a virtualidade de
certa forma mascara identidade, porque entra num mar
que muitos falam sem se identificar, a leviandade
oculta do anonimato.
O grande objetivo quando pensamos nesse informativo, foi a falta de compromisso é primeiro lugar, pois a prisão a padrões, sucumbi as pessoas a inércia, o medo de trocarmos o são pelo é, também o excesso ou falta dos SSS, é significativo a importância da boa escrita, só que hoje em nome do analfabetismo informal criou-se uma supressão a manifestação escrita, porque mesmo na mídia profissional existem editorialistas para revisarem, geralmente quem escreve não gosta de revisar textos, não podemos nos intimidar pelas escorregadas, lembro de uma vez na internet que revisei o texto todo, depois intitulei o tema  com gramática e ortografia, fui detonado na internet, entre as perolas que escutei “seu Pasquale do caral...”, não que concorde com essa linguagem tabulada de internet, porém o primeiro passo pra vermos as pessoas expressando, é tornando livre a expressão escrita, deixemos o zelo pela gramática para os catedráticos da matéria, vamos povoar nossos pensamentos por aí, sem o compromisso com a perfeição, deixemos isso para mídia profissional, pros jornalões que tem grana e estrutura, afinal queremos é nos manifestar, mesmo que as vezes seja um tremendo papo furado, como por ex. agora.
Pois existe hoje uma grande falta humildade das pessoas e grupos, infelizmente estamos vivendo uma fase “que é muito artista pra pouca novela”, pessoas que não tem o mínimo de autocrítica e parece não ter espelho em casa, por causa da politização houve uma verdadeira viajada na maionese, novamente a falada da falta de humildade, pois os colegas não respeitem a diferenças e pela total falta de argumentos desqualificam os demais, só que desmerecendo bem ao estilo o roto falando do rasgado, todo mundo ta se achando azeitona da empadinha, isso pode fracionar uma categoria que já não tem corpo suficiente.
Então não subestimamos ninguém, as vezes carregamos nas palavras e acreditamos que os colegas nos entenderão, ando muito pouco interessado em 1ª via, 2ª ou 3ª, bem a um texto do Rubens e relembrando Raul, quero ir na contramão, pois é claro que cansamos de processos viciados, de personalismos  insanos, pois quem pensa só em si ou em determinados grupos, não traz nenhuma novidade ou renovamos o pensamento, oxigenamos com novas lideranças, trazemos credibilidade a todos processos classistas, sem provincianismos ou pensando que categoria é um clube de várzea, longe de compactuarmos como que não quer desmamar e imaginarmos que nossa representação é uma teta, porque quem usa de praticas levianas de poder no objetivo da perpetuação, é porque faz da falta de capacidade a maior virtude, liderança tem que ser no sentido da palavra, não pra alimentar vaidade, discussões honestas pra chegarmos a um ponto comum, não importando se estaremos de lados opostos num futuro próximo, gente que saiba assimilar a liberdade escolha, que conheça conceitos mínimos de democracia.
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