Um saco de ideologias e um monte de papo furado, não
sei se é o habitual mau humor ou alguns estão tentando
ver mais azuis quando estão pretas, não vejo mais nada
nos discursos cheios do academicismo vindos da
paulicéia e seus salões de nobres, a indignação dos
jardins de Alá da Guanabara é justa só que não
convence mais, as montanhas inconfidentes fazem o
discurso técnico e cheio de senões, mesmo nos tendais
da caatinga agreste não vi algo perto do real, lá no
planalto central apesar da aflição sertaneja vejo que
miragens podem surgir.
Porque nesse embrulho geral é tudo mais do mesmo,
claro que a segurança é fundamental mais como direito,
só que é patético ver os irmãos metralha pedindo
socorro e chamando a policia, por causa da milícia,
provavelmente até no Xadrez houve revolta pela ação
covarde contra indefesos, sem dúvida as ações terão
que ser duras, mais nunca esquecendo a ternura como
diria Che, não mais um simples afago barato,
realizações urgentes e que valorizem os “soldados”,
porque já que extremamos a conversa com terrorismo,
fazendo dos jovens pardos das favelas um exército
fundamentalista do islã da ausência de estado, quando
poderes paralelos despejam na população seu ódio e
mais uma vez a massa no meio do fogo cruzado, porque a
política conivente de um estado de direito pela
metade, onde primeiro não se educa e muito menos se
valoriza, fazendo da sua ausência um discurso
vitimado, isso já vem de algum tempo a comoção se faz
passageira, enquanto estiver nas manchetes rasos de
indignação e estamos ficando acostumados a barbárie,
não adianta passar goma e falarmos da economia sem
visões profundas de sociedade, falarmos em geração de
oportunidade como se estivéssemos ainda na época
Revolução Industrial, a plebe no máximo na capatazia
um dos outros e os cortesões fazendo sarais de
palavras tolas, fosse assim as FEBEM’S da vida já
seriam um modelo certo, o que conseguimos com isso foi
fortalecer a cultura da segregação, onde a palavra
opressão incutiu-se pelas grades transformando cadeias
em universidades e chegando nas favelas, porque cercar
as favelas com forças militares não faz nem do próprio
estado cidadão, será mais um poder paralelo dele
mesmo, a inclusão se faz urgente e transmitir
cidadania é dever, zelar obrigação.
[ ver mensagens anteriores ]
Visitante número: