Vamos ser cidadãos e sairmos pras ruas, afinal nenhuma corporação pode estar acima do bem e do mal, fazer na surdinha do final de ano a rubrica da esculhambação parlamentar, detonaram o país nesse período  e hoje não tem evolução de discutir com a sociedade, o salário de um deputado é uma discussão ética primaz, porque quem faz da vida publica um simples meio de vida, tem um defeito de essência a falta de espírito público, porque a mesquinhez esta sendo a marca dessa geração políticos, o importante pra essa geração parlamentar  são seus salários e esquemas, trazer seu apadrinhados pruma boquinha também, temos que comungar com gente que queira uma máquina pública melhor, não simplesmente uma agencia de empregos, isso esta sendo um verme que esta matando tudo, o estado extensão dos mais variados grupos, sei que sempre foi assim, mais é chegada a hora de mudar, mostrando capacidade, inclusive com testes.

Nesse Natal temos que nos vestir, abandonarmos Papai Noel e nos vestirmos de Palhaço, depois disso faremos uma romaria até Brasília do Natal até o Ano Novo, temos que pegar o silencio desse final de ano e fazermos um tremendo barulho, aproveitarmos as festas e as folgas fazendo atos na rua chega dessa palhaçada, vamos nos  divertir mostrando indignação e saindo as ruas, temos tempo e vamos sacanear essas caras, poder ser na praia ou mesmo na montanha,  vamos as Férias da Indignação, mesmo tomando a cerveja que a gente rala o ano todo, não podemos perder tempo, cada um do lugar onde esta  e fazendo estlilo flash mobs em todo país, temos a mídia que é a net o resto  é com a gente, naquele brinde das festa não deixarmos esses sacanas em paz, vamos pra ruas num tremendo carnaval fora de época pra deixar que nos representa com os cabelos em pé, eles não podem estar acima do bem e do mal, pra rua já e de preferência nas festas.

Nesse nosso projeto interminável, temos que inovar e renovar sempre, claro não somos individualmente uma empresa, essa obrigação de melhorarmos dia a dia, de não admitirmos a derrota desse maior dos projetos que é a vida, mesmo errando e fazendo cagadas de montão, é preciso jogar o que não presta fora ou até mesmo o que pensamos que presta, ficamos presos a esquemas que usamos por mesquinhez e medo, tem horas que precisamos do gosto da aventura, sairmos sem amarras e com o pé na estrada, porque ficamos delimitando o roteiro e fugindo da cena, o medo tem servir como combustível pra coragem,  pronto pra ir além sempre e saber a hora de mudar o tom a rota.  

Piercing

Zeca Baleiro

Composição: Zeca Baleiro

tire o seu piercing do caminho
que eu quero passar com a minha dor 2X

pra elevar minhas idéias não preciso de incenso
eu existo porque penso tenso por isso insisto
são sete as chagas de cristo
são muitos os meus pecados
satanás condecorado na tv tem um programa
nunca mais a velha chama
nunca mais o céu do lado
disneylândia eldorado
vamos nós dançar na lama
bye bye adeus gene kelly
como santo me revele como sinto como passo
carne viva atrás da pele aqui vive-se à mingua
não tenho papas na língua
não trago padres na alma
minha pátria é minha íngua
me conheço como a palma da platéia calorosa
eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta
eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar
mas a minha mente boquiaberta
precisa mesmo deserta
aprender aprender a soletrar

Refrão

não me diga que me ama
não me queira não me afague
sentimento pegue e pague emoção compre em tablete
mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta
compre um lote do futuro cheque para trinta dias
nosso plano de seguro cobre a sua carência
eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência
demência felicidade propriedade privada
não se prive não se prove
dont't tell me peace and love
tome logo um engov pra curar sua ressaca
da modernidade essa armadilha
matilha de cães raivosos e assustados
o presente não devolve o troco do passado
sofrimento não é amargura
tristeza não é pecado
- lugar de ser feliz não é supermercado

Refrão

o inferno é escuro não tem água encanada
não tem porta não tem muro
não tem porteiro na entrada
e o céu será divino confortável condomínio
com anjos cantando hosanas nas alturas
onde tudo é nobre e tudo tem nome
onde os cães só latem
pra enxotar a fome
todo mundo quer quer
quer subir na vida
se subir ladeira espere a descida
se na hora "h"o elevador parar
no vigésimo quinto andar der aquele enguiço
- sempre vai haver uma escada de serviço

Refrão

todo mundo sabe tudo todo mundo fala
mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la
quem não quer suar camisa não carrega mala
revólver que ninguém usa não dispara bala
casa grande faz fuxico
quem leva fama é a senzala
pra chegar na minha cama
tem que passar pela sala
quem não sabe dá bandeira
quem sabe que sabia cala
liga aí porta-bandeira não é mestre-sala
e não se fala mais nisso mas nisso não se fala

Por Onde Andei

Nando Reis

Composição: Nando Reis

Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

É que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava


Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava


Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Viajem a OP
XXXII

Se os poucos dias, que vivi contente,
Foram bastantes para o meu cuidado,
Que pode vir a um pobre desgraçado,
Que a idéia de seu mal não acrescente!

Aquele mesmo bem, que me consente,
Talvez propício, meu tirano fado,
Esse mesmo me diz, que o meu estado
Se há de mudar em outro diferente.

Leve pois a fortuna os seus favores;
Eu os desprezo já; porque é loucura
Comprar a tanto preço as minhas dores:

Se quer, que me não queixe, a sorte escura,
Ou saiba ser mais firme nos rigores,
Ou saiba ser constante na brandura.

Cláudio Manuel da Costa

Bete Balanço

Cazuza

Composição: Frejat/ Cazuza

Pode seguir a tua estrela
O teu brinquedo de star
Fantasiando em segredo
O ponto aonde quer chegar

O teu futuro é duvidoso
Eu vejo grana, eu vejo dor
No paraíso perigoso
Que a palma da tua mão mostrou

Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora

Não ligue pra essas caras tristes
Fingindo que a gente não existe
Sentadas, são tão engraçadas
Donas das suas salas

Pode seguir a tua estrela
O teu brinquedo de star
Fantasiando em segredo
O ponto aonde quer chegar

O teu futuro é duvidoso
Eu vejo grana, eu vejo dor
No paraíso perigoso
Que a palma da tua mão mostrou

Quem vem com tudo não cansa
Bete balança meu amor
Me avise quando for a hora
Quem tem um sonho não dança
Bete Balanço, por favor
Me avise quando for embora

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