Um Novo Amor
Rzo
Composição: Indisponível

Sempre deixei que a vida me levasse
Sem rumo, sem grana, sem regras, sem lei
É, mas vem você confundir a minha mente
Quando eu olho no espelho eu vejo tudo diferente
Seu mundo certo não combina com o meu
Meu mundo errado não combina com o seu
Mas eu tenho um final feliz pra essa nossa estória
Mas pode crer Chorão em Pirituba é quase igual pank, funk, pagodeiro curte RZO e Charlie Brown o som bem legal, Racionais melhor ainda se falar da paz,
Deus ilumine o grafit na favela da mandioca
tem apetite dedo pico nosso menino na humilde que que
tem pula estação vai de trem vem com nós firme como nossa voz Sandrão,

PLÍNIO MARCOS É NOSSO HOMENAGEADO

Vai aqui nossa homenagem a um dos expoentes da geração dos 60 e se a 19/11/1999, por tudo que significou Plínio Marcos é atual ou como o próprio dizia: “sou atual, porque as coisas no evoluem”, a voz do excluídos quando isso não era moda e tem o trabalho ilustre “A crônica dos que não tem voz”, o olhar dos invisíveis era sequer pensado em sua época, nesses tempos de responsabilidade do social da boca pra fora, porque na luta pelos invisíveis faz quem sabe dessa condição, quem reconhece e tem noção que o respeito pelos humildes é obrigação, porque os alpinistas sociais se fazem de rogados nos tempos que se fala de causas sociais, simplesmente pra saírem na foto.
A voz do excluídos sempre serão as do que berram e berraram...

BERRA PLÍNIO!!!!!!!

“Para essa gente, os gurus do sistema, o passado é um exemplo,
o futuro é uma esperança e o presente um pé no saco.”

“Um povo que não ama e não preserva suas formas de expressão mais autênticas,
jamais será um povo livre”
 
“Porém (e sempre tem um porém)
o que dizer e o que pesa na balança,
nos estreitos, esquisitos e escamosos do roçado do bom Deus,
onde o vento encosta o lixo e as pragas botam ovos,
o povão só berra da geral sem influir no resultado”

“A esperança é presença de Deus nos homens”

“Nenhum tesouro está seguro nos seus cofres,
quando o pai escuta seu filho chorando de fome”

 

Tenho lido bastante sobre o filme de Cao Hamburger “O dia que meus pais saíram de férias”, fala dos tempos sombrios de 1970, além de falar de sofrimento por causas políticas, que é sempre tocante, porem a grande marca é pelo gosto que fica no ar dos tempos que se passaram e deixam uma São Paulo que por vezes passa a impressão de caricata, mais não é, essa a verdadeira São Paulo décadas atrás, esse provincianismo que deixa os outros estados loucos, só que isso é uma das belezas de sampa, que se perdeu pelo seu tamanho, preconceitos existe, o meu, o seu e coisas que não são aceitáveis, o exemplo maior é a hipocrisia.
Pensando bem que dou risadas das besteiras que escrevo e penso, porque literalmente viajo, as lembranças vem com uma ótica voyeur, hoje sei que rompi com muitos valores que partilhava com meus colegas de classe ("a italianada"), nascido num bairro tradicional cultuava valores que não eram meus, pois achei um produto ralé, o sonho de consumo transformou muitos em figurantes de festa de novela, falta a autenticidade que hoje até se perde nos clichês, me diga o que é se dar bem . . . Tem muita gente optando pela resistência, viver numa quebrada que a pele e condição social una, mesmo que tenha conseguido um pouco mais que o vizinho, mais continuar querendo quebrar a corrente estereotipada classe média, trazer a origem no sangue e no dia a dia a luta.
Mesmo hoje na periferia onde moro, a velocidade digital draga a alma singela, a aldeia global tirou-nos as características provincianas necessária na identidade, não ter medo de sair nas madrugadas frias assombrosas da quebrada, andar pelas vielas e ruas vazias, fumar um cigarro e tomar um trago, de sul a leste e não pipocar no centro, urbanidade também significa viver esse mundão de frente, não é só goma no cabelo e um rolex no pulso, uma caranga com vidro fume, ver tudo pela vidraça e grades do condomínio, a lupa tem enxergar o limiar da vida vazia e cheia de medos. São 3h, a vidraça estilhaçou, um estampido longe e passos vacilantes.

 

ÉTICA SEM MANUAL

A observância a aspectos éticos sempre serão na procura do bem comum, porém as corporações precisam ter limites, não podemos confundir aspectos públicos e privados, as questões de foro intimo de cada individuo é garantido pela constituição, a individualidade é premissa em qualquer sociedade moderna, o respeitos as normas é parte natural no dia a dia, a busca ética se faz no respeito a individualidade, não se pode arvorar de um caráter punitivo, mensurar direitos e obrigações de uma maneira que não se torne um tribunal de secessão, um olhar social também se faz ético, sabemos que na questão das relações humanas a imposição pode-se cair na vala moral e acarreta-se por vezes em Assédio Moral, compartilhar princípios de cidadania é a visão que comunga com princípios, a questão ética não pode se sobrepor a questão humana, a colaboração na parceria empregado X empregador não pode ter a ótica de mão única.
No campo das condutas individuais é necessária à mola propulsora do respeito, a igualdade burra não pode nortear pensamentos, a maneira impositiva com relação a assuntos éticos pode abrir aspas, certamente não queremos que seja delimitada a “ética” pela dubiedade de tal recurso, porque quando discutimos princípios devemos agregar valores positivos, quando a individualidade é colocada em cheque pelo coletivo, é sinal que se precisa repensar o coletivo, o estado de direito contempla o comportamento cidadão, partilhar atitudes idôneas é de certa maneira obrigação, mais não negativamente pela força e sim pelo habito das boas praticas, não criando códigos que suprimam o individuo e sim acrescentando reciprocamente na relação social o caráter humano.
A insistência em falar de individualidade no aspecto ético, vem da linha de pensamento da concordância, do respeito as diferença até culturais de cada um, a homegeinização de um ambiente pode ferir a ética no seu principio.
  


 

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