Catequese Do Medo

Letra: Marcelo Yuka
Música: Marcelo Yuka

Catequese do medo
Num buraco negro
No fim do terceiro mundo
Um sorriso assustado
Uma mãe desesperada
Um pai mal pago, operário e mudo

Reuniões oficiais escurecendo outras salas
Onde a tortura faz filho
Na pele de um jovem afro-brasileiro
Na pele de um jovem fudido e sem dinheiro
Por isso...

Podem falar o que for
Que eu sei que não sou culpado
Podem falar o que for
Que eu sei que não sou, sei que não sou

A fome é um esperma
Por entre as pernas da violência
E o egoísmo que excitou
As diferenças em que merece
Um aborto imediato

Um apartheid econômico
Contamina, machuca
E não nos deixa gritar

Quando o carro preto passa
Quando o carro preto passa
Por isso

Podem falar o que for
Que eu sei que não sou culpado
Podem falar o que for
Que eu sei que não sou
Sei que não sou

 

Bom voto a todos e consciência limpas a TODOS!!!!

Voto livre

VOTO LIVRE, essa é a campanha!!! Se forem pela segregação dos direitos, mostrem logo seu lado fascista, não esperem pra colocar o bloco da traição covarde depois da eleição, mostrem logo as intenções, se tal pleito é ilegítimo porque não fazem logo o serviço sujo, querem o quê? Falem logo, mesmo que seja qualquer candidato querem a rubrica do povo pra que...Mostrarem que os Bacharéis são verdadeiros senhores, que a plebe deve ficar no seu lugar, muito mais de eleições que são conjunturais, pois é claro que o tal fisiologismo sanguessuga independe do governante, que tipo de tutela ameaçadora é essa.
Cobra-se hombridade e o estado direito, que legitimem suas intenções, agora na base coação é coisa muito feia, isso que muito de nós emitimos em forma de opinião, não legitima o atual governo simplesmente expressa a opinião do cidadão, não é uma questão mais relacionada a Lula, acho particularmente que nunca foi... Porque o resultado não importa mais, as intenções são torpes.
É primeiro de Outubro e não de Abril, pra fazermos de um domingo de descanso a mentira, se é caminhamos pra falta de respeito a democracia, seria melhor quem sente náuseas mostrar a cara, já que a intenção de voto tornou-se uma virose letal aos donos do poder, não usem das habituais artimanhas pra virada de mesa. A desculpa dada aos perdedores será pura demonstração de quem nunca soube perder.

 

Mãos

Mão se rendem
Pra outras que tudo levam
Quase em extinção
Mãos honestas, amorosas
Em nossas pobres mãos
Que batemas cordas
Pago pra ver
Queimar em brasa

As mãos de bacharéis
Que não condenam o mal
Que inocenam os réus
Em troca do vil metal

Mãos de inféis
Revés que não contentam
Movendo a diretriz tão fraudulenta
Sem réu e sem juiz
Mãos não se acorrentam
Justiça põe as mãos que fracassaram
Na Torre de Babel
Porque desafiaram
As mãos do céu
Autoria: (Almir Guineto/Carlos Senna/Simões PQD)
Lembrei dessa musica que escutei na voz do Zeca Pagodinho, logo que mudei pra tal da periferria com suas ruas de terras, também poderia falar de Charles Anjo 45 do Jorge ben, porque a ultima pesquisa de grupo jornalisitco que vincula pobre a corrupção ou mesmo a tolerância dela, uma tremenda idiotice, é sempre a tal da corda que arrebenta, depois não existe oligarquia, os Barões do Café destilam seu preconceito.

 

Desabafo
A Democracia finalmente balbucia.
Claro que apoiamos a imprensa livre e tudo que vem
sendo apresentado, afinal o regime Republicano é nada
mais que transparência dos processos envolvidos.
Causa estranheza é maneira míope e maquiada da visão
por um só ângulo, chancelaria a verdadeira liberdade
imprensa a mínima apuração e investigação da atual
oposição, já que candidamente se apresenta cheia de
virtuosismo com seu candidato, que tivessem a
transparência em falar por ex: das verbas publicitária
da Nossa Caixa, algumas 67 CPIS e etc., já que o
jornalismo dito livre se mostra engessado.
É legitimo até o avanço, constrangedor é forma de
convencimento em cima da coação, a chantagem do voto
“ignorante”, ameaças para o dia seguinte a eleição,
que tipo democracia é essa, sabemos que os fatos tem
que ir além da apuração, mais subestima-se o povo
querendo tutelar seu voto, até hoje a discussão é de
poder pelo poder, o rancor não pode ser a premissa do
debate, parece que ainda não fomos alforriados
politicamente.
A luta hoje é pelo voto livre, precisamos de veículos
que mostrem os fatos, a falta de cultura pode até
haver, o que não pode são os formadores emitirem valor
de juízo, principalmente setores que cansam de
subestimar os menos informados, fazendo um jogo de
culpa e pegando setores informados os transformando na
pratica política do “status”, como se vivêssemos uma
espécie revista de modinha, nivelando o conhecimento
intelectual pelo bairro que se mora e pela roupa que
se veste, o destino do nosso voto não passa Hall e
muito menos pelo elevador social, finalmente
indivíduos em pé de igualdade.
Pouco me interessa falar em dividas de sangue, mais
não quero ver o meu direito envergonhado, recuso-me a
aceitar a coação do livre pensamento, vejo toda obra
imperfeita, podem até querer a segregação dos
direitos, mais não vão me fazer envergonhar em exercer
cidadania, tenho até a liberdade de respeitar quem
joga contra meu dever de consciência livre.
Ressalto, não farão da minha liberdade do VOTO LIVRE,
uma condicional pra uma espécie de cidadania de
segunda classe, a liberdade leviana da imposição
imoral recheada de preconceito.
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