Pilantra fingido!

Tem umas parada loucas na vida da gente, ninguém é incorruptível, só que quando se corre pelo certo é foda e ainda tem gente que se faz de vitima, então dá um puta ódio e não respondo por mim mesmo, porque aí é daquele jeito, posso ser um cara até odiado mais não concordo com pilantragem, assim mesmo não faço papel de cagoeta mais ser tirado por pilantra que se faz de vitima é foda, não sou da turma do atropelo mais que dá vontade dá... Pessoas que se fingem de boas, os muitos espertos de plantão, por isso que é essa merda toda.

Dias engraçados, fazemos o papel de bobo da corte na velocidade da luz, um virtuose explicito.
Manifesto
Através desse domínio, gostaria que pessoas que
tivessem a fim de PARTILHAR a teia virtual e quisessem
contribuir com textos, entrassem em contato para
partilharmos esse convívio.
Quando comecei a teclar na net, sempre imaginei isso
as mais diversas TENDÊNCIAS falando sobre seus
cotidianos, fazer a partilha é fundamental, as TRIBOS
e GUETOS fluírem no universo digital, afinal somos
gente do mesmo tempo.
Também é claro que estão dispensados os cheios de
soberba, porque infelizmente na net tem gente que se
acha, queremos GENTE SIMPLES que possa falar desse
mundão porque a ALDEIA é grande, existe um olhar
malhado sobre os PERIFÉRICOS, só que grande parte já é
inserida na rede e tem os mesmos anseios que todos,
então agregar todos no CALDEIRÃO seria interessante, o
fator social conta só que é uma faca de dois gumes,
mais longe de ser a mesma desculpa esfarrapada, as
frações tem que INTERAGIR e mostrar que podemos buscar
diálogos positivos, mesmo que discordantes.
Esse espaço é pra mim e pra você que fala de peito
aberto.
Não importa “se de Aracaju ou do Alabama”, que fala da
crueza urbana e também que saiba o sabor da manga,
gente que esteja disposto a por o pé na ESTRADA
DIGITAL.
Isso mesmo um COLETIVO, se possível no melhor estilo
de mídia independente, esperando que a rede se
transforme num laço, alcançando a infinidade desse
cosmo digital.
Sem pretensões... mais que traga DIALOGO entre a massa
dessa nave, pra quem tem algo a dizer! Não importando
os receituários dos manuais, a EXPRESSÃO é o primeiro
quesito.
Que dessa verdadeira LIBERDADE DE EXPRESSÃO não sirva
de mera de desculpa da SEGREGAÇÃO, das ilações como
SUBTERFÚGIO para recriminar que quer o DIREITO a falar
o que se PENSA, porque queremos fatores positivos no
debate, sem conclusões POLIANAS e que se chegue o mais
perto da realidade, porém contribuindo, não pra essa
sociedade da BARBARIDADE, que faz parte da mesa a
indústria MISÉRIA.
Com certeza não viemos aqui para enxugar gelo, muito
menos a pretensão hipócrita da solução, mais
contribuir no DEBATE.

O CONVITE ESTA FEITO.

No aguardo... 


Zoológico social

Discordo do olhar da periferia com grande zoológico social, o tranco da favela é outro mesmo, porque o bicho pega mesmo e na maioria das vezes acontece o arrebento.
Só que também é o cumulo gente que não conhece as ruas vir numas de cagar regras, falar de nível não importando se social ou intelectual.
A vida vai muito além dos monitores televisivos ou virtuais, a complexidade da vida moderna está realmente nisso, se confundi as vidas televisivas e o cotidiano real.
Complica muito quando certos comentaristas televisivos se transformam em inquisidores, quando parte do estado faz parte desses programas como atores.
Culpar o tal sistema, órgãos do estado é uma tremenda inocência, porque vivemos o puro reflexo de instituições que enxugam gelo, foi assim nos escândalos políticos e agora numa coisa de tal gravidade vemos o tamanho do absurdo, a simplicidade das medidas são um tremendo deboche, imaginar que o bloqueio de celulares e medidas paliativas nas penas nunca serão a solução de um problema desses.
Voltando a falar em periferia, fico até bolado sobre o olhar da mídia, a distância é uma coisa aburda, vou mandar um texto que fiz na época das eleições em SP, sobre a revista da Folha que mandava Grajaú X Paulista 21/10/2004:

Achei a reportagem comparando o Grajau com Jd. Paulista, na revista da Folha 17/10/2004, muito boa, porém simplista e obvia ao extremo, não acrescenta, é a mesma visão malhada de sempre, há uns 10 anos sou morador do Grajaú, , nasci no Bairro da Mooca nos anos 70, e conheço bem esse preconceito burgo-paulistano, estávamos lá nos cortiços e sempre senti esse olhar cidadão de segunda classe, também via que o povo da zona leste que não morava perto do Tatuapé, a rapaziada de Itaquera, Cidade Tiradentes e São Miguel Paulista (principalmente a uns 20 anos atrás), estavam nesse Grajaú “uma espécie de cesto fechado, no qual os roceiros conduzem as galinhas” (isso dito na reportagem), nessa hora essa visão burgo-paulistano se acentua, esse fetiche classe média de virar nobre , fazer parte do feudo, que segundo o mesmo dicionário Aurélio que a reportagem cita feudo significa: “Propriedade que o senhor de certos domínios concedia mediante a condição de vassalagem e prestação de serviços e rendas.
2. Direito ou dignidade feudal”, lembro de uma radio rock aqui de sampa até satirizava o filho da empregada, acho que esse preconceito embutido representa melhor o que quero falar.
Quero deixar claro que isso não culpa da reportagem ou do jornalista que fez a matéria, esse tipo de conceito já vem há muito arreigado dentro da sociedade paulistana, mais pra mim faltou curiosidade no olhar, viu só o reboco, a lupa deveria estar mais ligada a sensibilidade e ao fatos, vi na reportagem a referência a família Paim, fundadora do Jd. Paulista, por acaso antes de ir pro Grajaú antes dos 90, morei numa pensão na Rua Paim – Bela vista, que fica na imediações do Jd. Paulista, e foi ali que também vi condições humanas tão discrepantes, foram três meses e fui pro Grajau, assusta e até hoje a realidade local dá varias porradas na minha cara, mais lá tem um povo de coragem, que não ficou esperando o assistencialismo do estado, foi pra lá com condições de transporte precárias, de urbanidade nenhuma, bancou e paga o preço, e falo como morador, não fugimos da raia, tá  ruim e como se diz pela quelas bandas “tá embaçado”, mais aquilo lá é um exemplo, dá coisa no muque, da sociedade que não vai a reboque do estado e sim ao contrário, sei que posso Ter carregado até na tinta, mais a comparação com os Jardins, foi uma forçada de barra tremenda, onde se contempla a maior parte do PIB do país, alamedas do Jd. Paulista deveriam Ter com comparação, as alamedas de Paris ou as rua Nova York, nós somos a baixada fluminense paulistana, onde pode faltar tudo, menos coragem pra lutar, onde alguns imóveis não tem preço de compra e venda, porque são únicos.

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