Um dia começamos a colher sonhos, chegando a pódios nem sequer imaginados, afinal só que já largou sonhos pode conquista-los novamente, pena os que não acreditaram realmente...

Muita treta!

 

Isso que tenho a falar dos meus pensamentos, a mochila e o sapato velho loucos pela estrada, conhecer os rios e as curvas dessa l.o.k.a  estrada que é a vida, pra ver os céus sem as amarras da normalidade, se tivesse tempo e grana principalmente ia ver todas as voltas que esse mundo dá, já não penso em ser nada, o barato é existir mesmo, a vitrine pra mim só serve pra empoeirar, grandes empreitadas não suportam grades, livre pra cortar o vento e saber que a estrada é sempre o começo da história, da treta...

Na falta que me fez um dia
Aprendi a cruzar os dias e as madrugadas solitárias
Remoendo minhas culpas, juntando minha inércia
Quando rompi a barreira o sabor ainda não estava choco
Vi o tempo perdido, mais estava preocupado em ganhar o
tempo que está por vir
O leite derramando não se chora, no máximo limpamos a
coalho
Descobrir o que o importante é o que somos,
Infantil é querer ser, porém, existem os iguais a nós
que vivem na estrada
Os que desistem num determinado pedaço do trecho
Aqueles que acordam depois de invernar
Que reconhecem a satisfação maior é que a que existe
Da maneira que for, do jeito que vier
Como esse mundo que passa diante da nossa retina
Que brota no olhar da vida que é sempre nova
Marejar é viver

Existe um tipo de vida, uma noção de um novo amor que esta por vir, uma coisa morena e cabocla, um gosto de vida natural e gostosa como a água, vital com sua simplicidade, cara como tudo que me é fundamental, suficiente por tudo que se sabe da beleza.

A taça ficou vazia, assim como as coisas passam

vamos ter que olhar pro outro lado da rua, pra ver outra beleza e deixar de lado a que não nos fascina mais

acabar com um sonho significa que precisamos de outro

 

Na verdade vejo o que parte dos intelectuais hoje já
estão na trincheira, essa virada que o mundo deu, o
terceiro o mundo e suas periferias, o que se vê por
traz desse muro, um mundo sem muitos recortes, porém,
sustentado pela mesma base de arrimo, vivemos a era
digital e isso embananou a cabeça de quem não soube
ver esse norte, somos conectados a mundos distintos e
intensamente ligados, até a produção cinematográfica
dá saltos, onde até a maresia do Filme Podecrer
encanta, aldeia global certamente é bem voraz e vai
cobrar caro a inclusão, só que há de se perceber que a
inclusão não esta do lado da rua que se mora, vamos
partir para uma época de capacidade de adaptação, os
vidros estão sendo retirados, a capacidade de
organização é igual, os guetos podem ter esgoto a céu
aberto, mas já conseguem atravessar fronteiras, a era
comunicação já preconizada por Alvin Tofler foi muito
mais incisiva, a partir do momento que a tecnologia da
interação se tornou bastante acessível.
De certa maneira quem pensa em fronteiras tem uma
roceira de pensar, pois o provincianismo pode existir
nos grandes centros, a visão predial pode levar a
miopia na relação com o mundo, nós aqui no Brasil
temos obrigação de saber o que significa os ditos
grotões, também as capitais que não fazem parte
circuito dos abnegados do país, porque só a partir do
momento que o sujeito tem uma noção do que acontece do
seu lado, pode querer ver o que acontece quando se
atravessa o oceano.
Outra grande verdade e confusão do novo tempo é a vala
moral, afinal acho que nem sabemos o verdadeiro
significado disso ou só somos moralistas quando
prejudicados, essa esperteza me deixa bolado, pois
acho que é sempre aquela máxima “Malandro demais se
atrapalha”.
Então o que devemos fazer pra viver esse novo tempo,
aprender todo dia é fundamental, opiniões formadas são
coisas a serem revistas com a sobriedade de quem
realmente sabe, conceitos mais simples de felicidade,
pra não ser vitima do luxo cafona e de um novo
riquismo que esta démodé.

“O amor possessivo amor da posse que não tenho
direito”
Eu estava assim perdido da na cidade, avistei a saída
e não compreendi, me perdi nos meus labirintos
sentimentais, melancolicamente só depois da euforia,
quis voltar mas a porta do barraco estava arrombada, o
aperto no peito sufoca.

“Amor inseguro amor da hora que fujo ao flerte”
Inquieto não consigo fixar meu olhar, medo de agredir
ou ser agredido, o fundo poço é sempre a fossa, as
palavras vagam junto com meu olhar, dispersos juntos
com meus sentimentos, os vultos me assombram e as
estrelas iluminam minhas lembranças que recordam a
força que tínhamos, hoje fica o vazio.

“Amor intransitivo amor que não senti falta”
A imperfeição pelo tempo que passou, nos versos fica a
dor da falta, a primavera que não floresce esperando
pela volta do seu rosto, a cicatriz que ainda arde a
ferida da paixão, o desejo padece da ausência e
imaginar que tudo isso por um triz, o céu que foi
desfeito pelos que lábios não sentem, e que nunca é
tarde pra encontrar alguém que faz falta, tornado o
amanhã feliz, a lagrima doce de quem realmente é
amado.

“Amor vivo amor que renasce pela vida”
Que persegue na clareza e na escuridão do dia, os
lábios que transformam o mundo e curam a ferida, que
adormecem a dor, o coração nômade e rebelde desconhece
limites, explode pra conquistar e as vezes perder o
que tanto quer, vendo o fôlego o amor sublime
escorregar pelos dedos, esperando a dádiva do perdão
dos que realmente amam, pela madrugadas de insônia e
lembrança, de quem nunca desapareceu e um coração em
tumulto que não aceita que tudo isso vire simplesmente
cinza, que o amor se tornou naufrago, sempre carrego a
esperança do nossos olhares e lábios se encontrarem...
Pra nunca acabar esse amor.


A faca nos dentes!

Bicho quando a gente é tem que ser, as vezes nos distraímos em algumas babaquices, mais o que é a vida, se não um belo tombo... Mais quem gosta da vida como treta é bom, vitamina a parada, a tal faca os dentes, nos divertimos com os tipos sociais com cara de conteúdo (alguns até com jeito) e somos todos grande artistas nessa maquina globalizada. Tenho uma louca vontade de rir disso tudo, dessa porra toda, graças a Deus vejo pouca televisão... Pra não passar carão vendo o papel ridículo que faço na vida real. Porém, nada ta perdido e muito menos resolvido, não tem coisa melhor que tirar um barato dessa sociedade de rótulos, fazer o bem as vezes nos bronqueia, porque nosso Satã interno tem sede também, mais mando ele pra casa do caralho  falo pra não esquentar e tomar umas brejas, ficar de boa na reclusão, não preciso dele nesse momento e espero não precisar nunca, porque “Se correr o bicho e se pegar é bicho solto”. Pra quem vive a navalha da sociedade na carne, a maioria das coisas sai na urina, afinal vivemos como sempre a margem na boemia, que só Bukowsky falaria com maestria, é bom saber que não preciso de mascaras nas hora de franco atirador, das rajadas de tiro na hora do gol do time da quebrada, principalmente não preciso criar um mundo pra mim mesmo, conheço e vivo ele com amplitude, por isso, sei que não conseguiria ficar num universo pequeno, irreal principalmente, a pancada me deixa mais forte porque não tenho medo do enfrentamento, ele me fascina, ainda mais que na maturidade fiquei menos ardiloso, porque posso virar as costas e saber que de maneira nenhuma foi covarde, dou esse direito a quem vier me atacar, porque não preciso de sermões e simplesmente vivo pra tentar ser melhor e ajudar na medida do possível, aos que vem na contramão não preciso dizer, muito menos temer, faço a minha e que se lasque quem não entedeu.

Lamentavelmente chegamos a isso! Fruto do que não conseguimos ser na recém democracia, perdemos o sentido como sociedade e não conseguimos agir em conjunto pra fazer o “beabá”, desde os novos tempos vindos do período da “Nova Republica” somos pautados por uma tal base de sustentação, que na verdade virou acomodação pura, onde cada um olha pro próprio umbigo, estamos no purgatório da maquina publica que se tornou inerte pois o medo realmente venceu, uma atitude imperativa é necessária, chega do medo da contrariedade, a solução e evolução como quadro social depende disso, chegado dos 2 anos e meio pro fim do governo petista, existe a obrigação de assumir uma linha de execução e trabalhar com o que existe de disponível, existe uma crise publico/privada onde interesses e outra “cositas” estão preponderando, se existir o mínimo de interesse começamos virar essa pagina da historia, pensando na sociedade e não nas facções que permeiam o poder a tempos. Coragem e ação pra todos nós!

Sem duvidas um dos grandes problemas é esse, não há o verdadeiro interesse pelo acontecido, mais sim um proveito político do que está acontecendo, a falta de gestão foi clara, mais não podemos tratar vidas humanas assim, rotulando crises e fomentando a discórdia sempre, não é possível que na tragédia façamos o atentado a solidariedade, os pensamentos são no sentido de represar os interesses, que percam sempre os opositores, o que interessa é ganho particular mínimo, as verdades dos sectários prevalece sempre, como verão a realidade se não querem enxergar, não tão dando a mínimo pra vidas que foram, a industria do espetáculo chama vários coadjuvantes pra justificar uma tremenda besteira, que vários setores da setores estão até o pescoço envolvidas, vemos que até Demóstenes Torres quer culpar o finado, porque do Palácio do Planalto até os “Democratas” existe um cinismo em não querer encarar a verdade, a lentes televisivas inebriam nossas autoridades.

Foda quando andamos nas rotas internas! Vejo a mim sobre muitos de mim, sabemos que andamos sempre fingindo que não somos vários, querendo ser bons garotos impossíveis.

Sendo que viemos pra revolução e não pra fazer figuração na novela... Nos assustamos com nossos universos internos, gigantes e anões mutilam a alma humana, somos tão deformes numa só pele, atemporal numa vida única e não sabemos dançar Chá Chá Chá...

Não adianta quando se postura de quebrar e romper estruturas, pensar que o cheiro desinfetante pode mudar alguma coisa, que as visões “clean” de mundo estético pode vencer alguém que tem no sangue a vontade da mudança, que vê na reconstrução da historia a maneira que só enxerga a reviravolta coletiva pra melhor...

Vida é sempre escolhas, as fases passam e muito de nós nem percebemos o quanto aquele momento é especial, muitos de nós perdemos coisas fundamentais.

O sincretismo ideológico da mentira, passo pelas
vitrines que me vendem pedaços de felicidade, um cheiro
que inebria deixa o ar letal das flores de perfídia,
meu eu vê que existe o sabor real e minhas entranhas
remoem tudo que é ruim, a verdade se perde no sussurro
que insiste no despiste, uma gargalhada soa dentro de
mim um alarme de um mundo sem limites, um plano de
felicidade vendido pelos conglomerados financeiros um
STATUS PRIVATE, que se perde na linha digital é como
se todas caixas de mensagens fossem iguais,
hermeticamente vazias apesar mundo do sem fim de
mensagens, todas muito parecidas cheias de emoção
conectadas no vácuo que propaga algo intangível, seremos
mais felizes... Talvez, o mundo é uma nave que
independe da volta, muito mais que isso não recebe
troco, não aceita os ecos vazios, viver nesse mundo tem
que ter jogo de cintura pra não se perder na hora do
gol, daquilo que muita gente joga pra escorregarmos na
hora da conquista, pra vermos o vertical de frente e
pra que atinjamos o ponto. 

É engraçado certas fazes da vida, sabe... Vaguei pelas vielas da vida por muito tempo, não diria que me encontrei, mais não vou desistir da estrada agora, já que voltei a admitir a possibilidade ir além eu vou, sem medo de porra nenhuma e tudo será usado como combustível, até as adversidades serão a válvula que me farão ter o compromisso comigo mesmo, com meus sonhos que deixei o longo do caminho, não tenho muito tempo pra errar e não vou deixar que os obstáculos façam seu papel, a frustração é um alimento que derruba a gente, sou movido a paixão e vivo tudo com muita intensidade, mais agora não, quero coisas mais sólidas e com continuidade, vou largar o menininho e ser o adulto que preciso ser, não é lance ter ou não ter as coisas, é simplesmente conseguir e atingir objetivos, porque o que aprendi nos descaminhos e nos tombos que levei, que as coisas são conseqüência uma das outras, por isso não ligo em coisas que representam status, parece que industria da babaquice do se “dar bem” venceu, onde as pessoas deixaram de ser indivíduos para serem grupos sociais, “galerinhas” que fazem caras e bocas ou seriam macaquices, mais quero viver sem vidraças, lembro de um tempo que jamais admitiria ir pro interior, hoje parece que tenho uma necessidade de acordar no campo, em julho passado tive na casa tio Nelson lá em Juquitiba, ex caseiro de Ulisses Guimarães vivendo uma situação difícil humanamente, mais com certeza uma pessoa maravilhosa, mesmo naquele casebre foi muito legal tirar uns dias no campo, ganhar é muito mais que subir no pódio e quem vive um vertical de mundo com referências diversas, conhece alguns segredos que a simplicidade traz muito mais que o luxo, as vezes o cômodo da vida fácil é uma coisa extremamente vazia. Precisamos jogar valores fora, admitir o novo como renovação, não podemos desistir de nós mesmos.  

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