Um dia começamos a colher sonhos, chegando a pódios nem sequer imaginados, afinal só que já largou sonhos pode conquista-los novamente, pena os que não acreditaram realmente...
Muita treta!
Isso que tenho a falar dos meus pensamentos, a mochila e o sapato velho loucos pela estrada, conhecer os rios e as curvas dessa l.o.k.a estrada que é a vida, pra ver os céus sem as amarras da normalidade, se tivesse tempo e grana principalmente ia ver todas as voltas que esse mundo dá, já não penso em ser nada, o barato é existir mesmo, a vitrine pra mim só serve pra empoeirar, grandes empreitadas não suportam grades, livre pra cortar o vento e saber que a estrada é sempre o começo da história, da treta...
Existe um tipo de vida, uma noção de um novo amor que esta por vir, uma coisa morena e cabocla, um gosto de vida natural e gostosa como a água, vital com sua simplicidade, cara como tudo que me é fundamental, suficiente por tudo que se sabe da beleza.
A taça ficou vazia, assim como as coisas passam
vamos ter que olhar pro outro lado da rua, pra ver outra beleza e deixar de lado a que não nos fascina mais
acabar com um sonho significa que precisamos de outro
Bicho quando a gente é tem que ser, as vezes nos distraímos em algumas babaquices, mais o que é a vida, se não um belo tombo... Mais quem gosta da vida como treta é bom, vitamina a parada, a tal faca os dentes, nos divertimos com os tipos sociais com cara de conteúdo (alguns até com jeito) e somos todos grande artistas nessa maquina globalizada. Tenho uma louca vontade de rir disso tudo, dessa porra toda, graças a Deus vejo pouca televisão... Pra não passar carão vendo o papel ridículo que faço na vida real. Porém, nada ta perdido e muito menos resolvido, não tem coisa melhor que tirar um barato dessa sociedade de rótulos, fazer o bem as vezes nos bronqueia, porque nosso Satã interno tem sede também, mais mando ele pra casa do caralho falo pra não esquentar e tomar umas brejas, ficar de boa na reclusão, não preciso dele nesse momento e espero não precisar nunca, porque “Se correr o bicho e se pegar é bicho solto”. Pra quem vive a navalha da sociedade na carne, a maioria das coisas sai na urina, afinal vivemos como sempre a margem na boemia, que só Bukowsky falaria com maestria, é bom saber que não preciso de mascaras nas hora de franco atirador, das rajadas de tiro na hora do gol do time da quebrada, principalmente não preciso criar um mundo pra mim mesmo, conheço e vivo ele com amplitude, por isso, sei que não conseguiria ficar num universo pequeno, irreal principalmente, a pancada me deixa mais forte porque não tenho medo do enfrentamento, ele me fascina, ainda mais que na maturidade fiquei menos ardiloso, porque posso virar as costas e saber que de maneira nenhuma foi covarde, dou esse direito a quem vier me atacar, porque não preciso de sermões e simplesmente vivo pra tentar ser melhor e ajudar na medida do possível, aos que vem na contramão não preciso dizer, muito menos temer, faço a minha e que se lasque quem não entedeu.
Sem duvidas um dos grandes problemas é esse, não há o verdadeiro interesse pelo acontecido, mais sim um proveito político do que está acontecendo, a falta de gestão foi clara, mais não podemos tratar vidas humanas assim, rotulando crises e fomentando a discórdia sempre, não é possível que na tragédia façamos o atentado a solidariedade, os pensamentos são no sentido de represar os interesses, que percam sempre os opositores, o que interessa é ganho particular mínimo, as verdades dos sectários prevalece sempre, como verão a realidade se não querem enxergar, não tão dando a mínimo pra vidas que foram, a industria do espetáculo chama vários coadjuvantes pra justificar uma tremenda besteira, que vários setores da setores estão até o pescoço envolvidas, vemos que até Demóstenes Torres quer culpar o finado, porque do Palácio do Planalto até os “Democratas” existe um cinismo em não querer encarar a verdade, a lentes televisivas inebriam nossas autoridades.
Foda quando andamos nas rotas internas! Vejo a mim sobre muitos de mim, sabemos que andamos sempre fingindo que não somos vários, querendo ser bons garotos impossíveis.
Sendo que viemos pra revolução e não pra fazer figuração na novela... Nos assustamos com nossos universos internos, gigantes e anões mutilam a alma humana, somos tão deformes numa só pele, atemporal numa vida única e não sabemos dançar Chá Chá Chá...
Não adianta quando se postura de quebrar e romper estruturas, pensar que o cheiro desinfetante pode mudar alguma coisa, que as visões “clean” de mundo estético pode vencer alguém que tem no sangue a vontade da mudança, que vê na reconstrução da historia a maneira que só enxerga a reviravolta coletiva pra melhor...
Vida é sempre escolhas, as fases passam e muito de nós nem percebemos o quanto aquele momento é especial, muitos de nós perdemos coisas fundamentais.
É engraçado certas fazes da vida, sabe... Vaguei pelas vielas da vida por muito tempo, não diria que me encontrei, mais não vou desistir da estrada agora, já que voltei a admitir a possibilidade ir além eu vou, sem medo de porra nenhuma e tudo será usado como combustível, até as adversidades serão a válvula que me farão ter o compromisso comigo mesmo, com meus sonhos que deixei o longo do caminho, não tenho muito tempo pra errar e não vou deixar que os obstáculos façam seu papel, a frustração é um alimento que derruba a gente, sou movido a paixão e vivo tudo com muita intensidade, mais agora não, quero coisas mais sólidas e com continuidade, vou largar o menininho e ser o adulto que preciso ser, não é lance ter ou não ter as coisas, é simplesmente conseguir e atingir objetivos, porque o que aprendi nos descaminhos e nos tombos que levei, que as coisas são conseqüência uma das outras, por isso não ligo em coisas que representam status, parece que industria da babaquice do se “dar bem” venceu, onde as pessoas deixaram de ser indivíduos para serem grupos sociais, “galerinhas” que fazem caras e bocas ou seriam macaquices, mais quero viver sem vidraças, lembro de um tempo que jamais admitiria ir pro interior, hoje parece que tenho uma necessidade de acordar no campo, em julho passado tive na casa tio Nelson lá em Juquitiba, ex caseiro de Ulisses Guimarães vivendo uma situação difícil humanamente, mais com certeza uma pessoa maravilhosa, mesmo naquele casebre foi muito legal tirar uns dias no campo, ganhar é muito mais que subir no pódio e quem vive um vertical de mundo com referências diversas, conhece alguns segredos que a simplicidade traz muito mais que o luxo, as vezes o cômodo da vida fácil é uma coisa extremamente vazia. Precisamos jogar valores fora, admitir o novo como renovação, não podemos desistir de nós mesmos.
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